De acordo com o Instituto Nacional de Paequisas Espaciais (Inpe), o estado de Amazonas registrou novo recorde de incêndios este ano. O serviço de monitoramento de queimadas do instituto, que utiliza dados de satélite, identificou 2.494 focos de incêndio em floresta e vegetação em outubro, maior índice já registrado no período há 17 anos. Em outubro de 2014, por exemplo, foram localizados 952 focos - 162% a menos.
O volume de queimadas no mês de outubro é superior ainda à marca histórica de 2009, quando foram registrados 2.189 casos, até então o maior índice. O novo recorde é 13,9% maior do que o anterior. Em setembro, o número de queimada chegou a 5.882. A quantidade é 90,3% maior que a máxima já registrada em 2009, com 3.091 focos. O acumulado de registros de queimadas no Amazonas já chega a 13.592. Segundo o Inpe, a destruição da mata por fogo na região vem aumentando neste segundo semestre do ano. Desde julho, o Amazonas registra número elevado de focos de incêncio em diversas cidades. Entretanto, no último trimestre a situação se agravou.
As informações sobre as queimadas em todos os estados estão disponíveis no Portal de Monitoramento de Quiemadas e Incêncidios do instituto. .
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Nível elevado de água prejudica ninhos de jacarés no Amazonas
O aumento do nível da água na região do Amazonas ameaça ninhos de jacarés. A informação é do Instituto Mamirauá que atua no monitoramento desses animais há mais de sete anos. De acordo com pesquisadores do instituto, a chuva que chegou à região antecipadamente - em outubro ao invés de novembro - fez o nível da água subir e atingir ninhos de jacarés em regiões da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Em uma das áreas monitoradas, os estudiosos encontraram corpos de água com até 40% dos ninhos submersos e com ovos escurecidos, o que indica apodrecimento.
O percentual, segundo o instituto, é maior do que em anos anteriores: "No ano passado, nós monitoramos 347 ninhos na Reserva Mamirauá, sendo que mais de 50 foram perdidos pela alagação. Se a gente faz um somatório geral na área que abrange o estudo, na Reserva Mamirauá, 15% dos ninhos foram perdidos. Há lagos em que todos os ninhos foram inundados, e todos os ovos perdidos", afirma Robinson Botero-Arias, pesquisador do Instituto Mamirauá.
Uma das propostas do Instituto Mamirauá é estudar a ecologia de nidificação dos jacarés. Por isso, a instituição monitora os ninhos desses animais desde 2007. De acordo com os estudos, as fêmeas constroem os ninhos em pequenos montes de vegetação, localizados próximos à água, e passam a vigiá-los. Quando os pesquisadores encontram os ninhos sem a presença das mães, eles abrem esses ninhos, procurando pelos ovos. A equipe registra o número total de ovos no ninho, peso, comprimento e largura. Os filhotes nascem entre dezembro e janeiros. Nesse período, ospesquisadores retornam aos ninhos para acompanhar o sucesso da eclosão e registrar quantos foram perdidos e quantos eclodiram.
Para saber mais sobre o monitoramento fluviométrico da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá clique aqui.
Fotos: Eunice Venturi
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